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24.2.12

Teresa e Augusto Zé

Os meus primos Teresa e Augusto Zé Russo Ferreira, junto à piscina do Natupile.
Os Pais, a Tia Silvina e o Tio Júlio, tinham uma machamba em Namuno mas habitualmente estavam em Montepuez.
O Augusto Zé era um dos melhores "assobiadores" de Montepuez e arredores, título que disputava com o Claudino Bagorro, Depois de vir de Coimbra, aventurava-se por cantorias de mornas e coladeras que colegas caboverdianos o  tinham feito descobrir.
Mas bom, bom mesmo, era nas canções mexicanas, tipo "Cucurrucucu paloma" e similares, cheias de gorgeios e efeitos de voz (a qual estava longe de ser excelente).
Era, também, exímio no poker de dados com que dirimiamos quotidianamente a dúvida de saber quem pagava o whisky pré-almoço, na varanda do Teixeira & Ramalho. 
Mas isso foi uns bons anos mais tarde...

21.2.12

Safari no Lugenda 2

Outra vez uma fotografia que a Lena assinalou como sendo de um "Safari no Lugenda", tal como a que postei há tempos.
Embora não esteja muito nítida, parece-me reconhecer o meu primo António Junqueiro, tio do João e do José (ver aqui), caçador profissional, aventureiro e outras coisas...
Talvez lhe venha a dedicar um post; ou talvez não.

13.2.12

Os "grandes" e eu

 Eu com os "grandes"
Como escrevi no post anterior, os primos "grandes" da tribo, eram o Zé Maria, o Júlio e o Joaquim. 
Eles eram, de algum modo, os nossos (os mais novos) modelos.
O Zé Maria está à esquerda, já com o ar displicentemente "jamesdeaneano" que mais tarde havia de cultivar conscientemente.
À direita, o Júlio, o mais espalha-brasas e irrequieto.
Em pé, compenetrado e compostinho, o Joaquim, que havia de ser the great white hope do futebol, promessa não totalmente cumprida, embora tenha chegado a jogar na Académica de Coimbra.
Sentado, de frente para a câmara, certamente orgulhoso por ser fotografado naquela companhia, "este que se assina"
Ao fundo, a Serra compõe o skyline de Montepuez e leva-me a pensar que a foto é tirada no court de ténis do Clube. 

Zé Maria e Maria Cândida, os "grandes"

O meu primo Zé Maria Teixeira era o mais velho da "segunda geração" da tribo e integrava o grupo dos primos "mais velhos", como Júlio (aqui) e o Joaquim Russo Ferreira.
O Zé Maria, que cultivava uma parecença com James Dean que acentuava com a forma de pentear o cabelo, com a postura melancólica e o uso de jeans e golas da camisa levantadas, era um dos meus heróis infantis, sobretudo depois de voltar de Coimbra, muito "cosmopolita" e "europeu".
À sua direita, está a Maria Cândida, minha prima pelo lado materno que viria a casar com o meu primo (do lado paterno) José Sobral, grande amigo do meu Pai e filho daquele casal de pioneiros que "crismou" Cuamba como "Nova Freixo" e que evoquei aqui.
À direita da Maria Cândida, está a Belita Ramalho, à esquerda do Zé Maria, a sua irmão Fernanda e, confortavelmente instalada no guiador da ginga, esá minha irmã Lena.
Já que falei da "segunda geração" da tribo, falemos da terceira, da prole dos fotografados.
Dois filhos do Zé Maria, o Miguel e o Pedro; três filhas da Maria Cândida e do Zé Sobral, Belinha, Luíza e Sãozinha; da Belita, a Menita (Filomena) e os gémeos Jorge Manuel e Manuel Jorge; da Fernanda, o Joca e o Fernando (ver aqui uma foto); finalmente, da minha irmão Lena, os meus sobrinhos Nuno e Jorge.
Poupo-vos, por enquanto, à "quarta geração"...

5.2.12

Júlio



A figura central desta foto, tirada na Missão de S. José (ver aqui) é o meu primo Júlio da Silva Ramalho, empoleirado no capot do Land Rover.
Das restantes pessoas, penso reconhecer o Rosa, rodeado de meninas, tendo à sua direita a irmã do Júlio, a Belita, e a última da fila, a Queta (Henriqueta) Pimenta de Castro. 
Espero que o Júlio, lá de São Paulo, me ajude a esclarecer quem são as outras e os outros.

30.1.12

Fernanda e Turita

A minha prima Fernanda aturando meu irmão Turita.Julgo que a foto foi captada no court de tenis do Clube.

29.1.12

Errâncias V


Não será por isso que o dia ficará na História mas a verdade é que nasci a 4 de Setembro de 1943, na belíssima Porto Amélia, junto ao Índico, na casa  (onde também ele nasceu) mostrada na foto abaixo, enviada pelo Lelo.


Casa em que nasci em Porto Amélia, que é hoje 
uma loja de materiais de construção. 
Já antes tinha sido lojoa mas de material
 eléctrico – a Electro Pamélia.

Cedo me levaram meus pais (soa um pouco a “Menina e Moça”...) para não muito longes terras, isto é, para o Natupile.
Da minha mais tenra infância na machamba, já aqui falei.
Com a entrada na Escola, as visitas de meus Pais a Montepuez (cerca de 50 Km de distancia) tornaram-se mais frequentes, enquanto eu era acolhido em casa da Tia Conceição e do Tio Teixeira, junto dos meus primos Fernanda e Zé Maria e da Avó Nazaré (ver aqui).
Na fila de trás: uma marrussi, a Maria Cândida,
aTia Conceição e a Fernanda . Na da frente, eu e o
A.ugusto Zé
Da Escola, recordo-me de algumas aulas dadas nas instalações do Clube (o Glorioso Atlético!), talvez devido a obras no outro edifício; lembro-me do Professor Bouça, um senhor que infundia um salutar terror nos seus discípulos, ostentava umas ameaçadoras e hirsutas sobrancelhas e fazia generoso uso da “menina de cinco olhos” e da cana, esse eficiente auxiliar pedagógico.
Da casa da Tia Conceição nessa época, recordo vividamente uma cena que muito me impressionou: pela primeira vez vi uma galinha degolada a correr, às voltas, sem cabeça e sem direcção. Julgo que tive alguns pesadelos e, muito mais tarde, ao ler uma descrição assaz realista da decapitação de Luís XVI na guilhotina parisiense, afirmando o autor que os olhos e a boca do infeliz Capeto ainda se abriram e fecharam convulsivamente quando o carrasco Sansão mostrou a cabeça já decepada à populaça, revivi a cena da galinha e acreditei piamente que o rei ou, melhor, a sua cabeça sobrevivera, por instantes, à máquina do Dr. Guillotin..
A propósito de galinhas, foi também por essa altura que o gang infantil da tribo encetou uma série de experiências científicas de “hipnotização” de galináceos. O procedimento era o seguinte: agarrada a ave, metia-se-lhe a cabeça debaixo da asa e desenhava-se um círculo na areia à volta do animal, enquanto se pronunciavam, com voz cava, alguma palavras “hipnóticas”, ordenando que não ultrapassasse a linha marcada. Ora acontecia que a galinha, sendo reconhecidamente o mais estúpido dos animais, ficava quieta, sem fazer sequer qualquer tentativa de retirar a cabeça da (incómoda) posição.
Uma outra descoberta científica semelhante, na impressão causada, à da galinha sem cabeça, foi a da cauda da lagartixa que, uma vez cortada, continua a contorcer-se freneticamente durante bastante tempo. Temo que esse fenómenos tenha dado origem a alguns actos de grande crueldade praticados contra um número indeterminado de lagartixas; a única desculpa que me ocorre, é que é o experimentalismo que faz avançar a ciência e como dizia o clássico “a experiência é a madre de todalas cosas”. Era um grupo de crianças sedentas de saber e não um bando de energúmenos.
Também somos culpados do assassinato de uma pacífica cobra (não tenho a certeza se era pacífica e, provavelmente, não o era). 
Matei (ou ajudei a matar) algumas outras, a última há muito pouco tempo, na Residência da Embaixada de Portugal em Malta; mas aquela do quintal da casa da Tia Conceição foi a primeira. 
Experimentei, pela primeira vez, um sentimento que, em mim, foi sempre menos forte e apetecido do que para um grande número de pessoas: a satisfação da caça, essa manifestação ancestral que está, talvez, na nossa memoria genética (se é que isso existe).
A sensação de euforia não foi menos intensa da que tive quando, muitos anos mais tarde, abati o meu primeiro e único elefante.
“Abati” é uma forma de dizer; apesar de o primo Junqueiro me garantir que sim, mantive para sempre a desconfiança de que ele também disparara e que foi dele o tiro fatal.
A casa da Tia Conceição  é um dos lugares da minha infância cuja lembrança permaneceu mais vívida.
(Clicar aqui para ver a casa na actualidade) .


13.1.12

Identificando




Volto a uma fotografia que já utilizei anteriormente para identificar algumas das pessoas que nela aparecem.
À esquerda, o meu Avô paterno António Augusto Dias e, a seu lado, o Sulemane, o homem que "tomou conta de mim" durante uma boa parte da minha infância, meu guardião e protector, comigo ao colo.
Na fila da frente os meus primos Júlio Ramalho e a sua irmã Belita e Joaquim Russo Ferreira com a irmã Teresa.
À direita, também ao colo , um bebé que deduzo ser o meu primo Augusto José Ferreira.

A fotografia datará de meados dos anos 40 e deve ter sido feita no Natupile.



9.1.12

Mais tribo...

Foto enviada pelo Lelo
A fotografia data de 1956 ou 57.
É tirada na entrada da casa da Tia Irene e do Tio Rocha, tantas vezes lugar de refúgio da ira paterna, despertada por algum disparate. Ali, com a cumplicidade da Tia Irene, esperávamos que a passagem de algum tempo, ou mesmo a intervenção da Tia, atenuasse a punição.
Dos presentes, tenho a certeza da Avó paterna   e do Lelo, dos próprios, da Tia Irene (julgo lembrar-me do vestido - encarnado, às bolas brancas; o Tio Rocha está atrás da Tia e da sua Mãe. Ao lado esquerdo, na zona de sombra o Beto e, do lado esquerdo, arrisco o Aníbal (mas sem certezas).
Alguém me ajuda?

19.11.11

Primos



Eis-me, enquadrado pelos primos mais crescidos; à esquerda, o Zé Maria Teixeira - o mais velho - já com a pose e o estilo "jamesdeaneano" que viria a adoptar alguns anos mais tarde; à direita, o Júlio Ramalho, actualmente em São Paulo; atrás, de pé, o Joaquim Russo Ferreira.




A fotografia foi tirada no court de tenis do Clube, o Glorioso Clube Atlético de Momtepuez, de que o Júlio e o Joaquim viriam a ser estrelas.

8.11.11

Nairoto?





A minha prima Fernanda, o Fernando ao volante e o Joca no capot do Jeep.
Deve ser no Nairoto porque parece divisar-se, ao fundo do lado direito, a célebre pérgola.

30.10.11

Beto & Lelo


Os Rocha: o Beto e o Lelo.
A fotografOia deve ter sido em meados dos anos 40.
Pouco mais velhos seriam quando ganharam a minha eterna admiração pela persistência com que infernizavam a vida da Tia Irene (e Deus e todos nós sabemos como era difícil exasperá-la...): em Porto Amélia, sentados à mesa, um de cada lado da Tia Irene que se esforçava por obrigá-los a engolir uma colher de sopa; cada vez que a dita colher era introzida na boca de um deles, o outro cuspia o conteúdo da colherada anterior que tinha mantido, irredutível, na boca. Quando a Mãe se virava para este último, era a vez de o outro irmão expelir a sua colherada.
Entre gritos, alguns safanões e no meio de um cenário apocaliptíco, a Tia Irene acabava por desistir.
Não sei se alguma vez tive coragem para seguir o heróico exemplo mas, se o fiz, foi um acto isolado e nunca repetido.
Os meus tios Irene e Aires Rocha e os seus dois querubins viviam ao fundo da avenida principal de Porto Amélia.
O Tio trabalhava então, se a memória me não falha, nos escritórios do Joâo Ferreira dos Santos, com um familiar seu (tio? Primo?), o senhor Acácio.