26.11.11

Um grupo

Esta é uma das poucas fotos de um grupo em que, na colecção, a tribo não tem uma presença esmagadora.
Deve ter sido tirada junto à sede do Glorioso Atlético; da tribo, reconheço o Almeida no centro e atrás de todo o grupo, meu Pai exactamente à frente dele e o Tio Ramalho acocorado no lado direito.
Há muitas figuras de que não me lembro e algumas que identifico; entre estas, espero ainda falar de alguns personagens de que guardo lembranças.


Carnavais VI



Eu e a Lena com o seu traje de minhota já atrás mostrado.
Como já disse, as afantasias transitavam de ano para ano, claro, mas também circulavam pelos pequenos foliões.
Pode verificar-se comparando com com esta fotografia.

Com o Baptista



Meu Pai, Lena, minha Mãe, o Baptista e o Turita.
O Baptista, segundo julgo, estava na altura a tomar conta do Natupile.

Santinho de pau crunchoso





Ao lado de minha Mãe, no Natupile, o Turita com ar seráfico.
A avó Nazaré, se o tivesse visto de aparência tão bem comportada, teria comentado: 

"ou já a pregaste ou estás para a pregar,malandro!"

25.11.11

Memória Colonial IV


O meu amigo João Paulo Guerra é um grande jornalista que tem, também, publicado livro sobre temáticas várias e se aventurou já pelos domínios da ficção.
Não é o caso deste “O Regresso das Caravelas”, um muito interessante relato sobre a descolonização que abrange ainda os tempos anteriores e imediatamente posteriores às Independências das ex-colónias.
João Paulo Guerra dá a palavra a alguns dos protagonistas desses tempos agitados e traumáticos, através de factos inseridos nos processos que levaram aqueles países à Independência e na própria evolução da política portuguesa, desde a recusa salazarista de negociação ou, sequer, de contactos com os movimentos independentistas até às tumultuosas relações entre Spínola, Marcelo e a ala extremista do regime e, claro, o post-25de Abril.
O João Paulo não esconde as suas orientações políticas anti-coloniais que vêm de antes de 1974 mas, como excelente jornalista que é, não deixa que elas contaminem a descrição dos factos históricos nem os retratos dos que se pronunciam sobre eles.
“O Regresso das Caravelas” faz parte de bibliografia sobre as memórias do nosso passado (cada vez menos) recente e é uma leitura proveitosa para quem sobre elas se debruça.

Descolonização Portuguesa – O Regresso das Caravelas  
João Paulo Guerra
Ed. Oficina do Livro

24.11.11

Mais tribo

Lelo: "Esta foi tirada à frente da minha casa... - Ermelinda, meu pai, minha mãe, tia Mariana e o Zé Ramos (1958-59)."


Ermelinda, Tio Rocha, Tia Irene com o Zé Ramos (filho da Ermelinda) e Tia Mariana.

23.11.11

Apontamentos sobre as origens históricas de Montepuez (5)


Em  9 de Março de 1916, a Alemanha declarou guerra a Portugal.* No ano de 1917 registam-se combates na região do Medo entre as forças portuguesas e alemãs, tendo estas atacado o posto de Montepuez no dia 10 de Julho de 1917. Registam-se mais combates em 3, 6, 7 e 8 de Novembro de 1917. Em 8 de Novembro dá-se o combate de M´kula. As terras do Medo foram palco de combates até finais de 1917, tal como as terras maconde.

Na década de 20, o imposto de palhota já era cobrado regularmente em toda a região do Medo. Enquanto em 1903 foram para o posto do Medo 500 bilhetes de imposto, em 1927/29 eram já 35 mil os bilhetes de imposto cobrados. Estavam isentos de imposto os «indígenas» menores de 13 anos e maiores de 60 anos. Em 1927 (outros referem que foi em 1923!), passou pela primeira vez um carro pela estrada Montepuez-Namuno-Nanripo. O carro era do chefe do posto, tenente Carmona (seria o Carmona que depois foi PR com o Salazar?). *2

Em 14 de Setembro de 1929, o Governador Geral José Cabral mandou publicar no Boletim Oficial um Diploma Legislativo que, provisoriamente, dividia os distritos de Cabo Delgado e Niassa, em 13 circunscrições civis, correspondentes aos 13 concelhos e 33 postos administrativos, em que estavam sub-divididos os territórios do Niassa[1]. Em Outubro deste mesmo ano, cessou o contrato de concessão à majestática Companhia do Niassa, cujo território passou definitivamente a estar sob administração directa do Estado Português[2].

Montepuez foi a oitava circunscrição civil criada no distrito de Cabo Delgado, com sede na povoação de Montepuez e dividida em 4 postos administrativos: Meloco, Balama, Namuno e Nungo. Mais tarde, o Nungo passou para a jurisdição de Marrupa(?), no Niassa. Estranhamente, em 1931, uma portaria manda criar a povoação comercial de Montepuez, quando já era sede de circunscrição, criada em 1929[3]. Em 1950, a portaria nº 8.375 aprovou a planta da povoação de Montepuez[4].

Em 1931/32, 1932 e 1933 são várias as informações relacionadas com o algodão. Há referências à SAGAL. Nesta data, o governo obriga já os «indígenas» a cultivar algodão. É mencionado o administrador de Montepuez, de seu nome José da Costa (tenente do exército), que tem fama de rigoroso e cujas medidas terão provocado muitos milandos (milatu). [NB: não será o tristemente célebre José de Castro? Parece haver aqui uma distorção do nome..., mas no documento vem assim!].*3

A área aproximada da Circunscrição de Montepuez era, nos anos 60, de 24.500 quilómetros quadrados. Na mesma data, os seus limites eram, em 1965: a Norte, as circunscrições de Quissanga e Macondes; a Sul, o rio Lúrio e a circunscrição de Ribaué; a Leste, o concelho de Porto Amélia (Pemba) e a circunscrição de Mecúfi; a Oeste, a circunscrição de Marrupa. Tinha sob sua jurisdição, além do posto-sede, os postos administrativos de Namuno, Balama e Meloco. Entre 1940 e 1950 foram criadas as povoações comerciais de Meloco, Namuno, Balama, Namanhumbire, Nanripo, Nicócué, Muico, Maringa, Mesa, Napá e Inquinjir. Na década de 40, Namuno, Balama e Melôco foram elevados à categoria de posto administrativo.




[1]. Boletim Oficial nº 37, I Série.
[2]. O Decreto nº 16.757 de 20 de Abril mandava que em 27 de Outubro cessasse a delegação de atribuições do Estado à Companhia do Niassa.
[3]. Portaria nº 1.379 de 11 de Julho de 1931, Boletim Oficial nº      /1931.
[4]. Portaria nº 8.375, Boletim Oficial nº 20/1950. 





Nota minha – Ver a série “Montepuez na Grande Guerra”
*Nota minha – Julgo que não. Não consta que o Marechal Carmona que foi PR de Salazar tenha tido qualquer passagem pelas colónias. Era “maçon”, combateu na Flandres e, depois, tornou-se um dos típicos oficiais-politicos que enxamearam a I República. Foi Presidente do Tribunal Militar (julgou, por exemplo, os acontecimentos de 19 de Outubro de 1921, o chamado caso da “Camioneta Fantasma” e os assassinatos dos “Heróis da Rotunda” Machado dos Santos e Carlos da Maia.
*Nota minha  Não sei se esse a que o Lelo se refere mas ainda conheci um José de Castro, já muito velho, um indefectível monárquico, sempre vestido de branco e de calções, com um capacete colonial; lembro-me de uma visita a Porto Amélia do então Duque de Bragança e pretende ao trono, o D. Duarte Nuno, e de ter sido o José de Castro a “fazer as honras”. Lembro-me, também, da estranheza que senti ao vê-lo beijar a mão do homenzinho de bigode. Eu teria 9 ou 10 anos e, durante uns meses, fui um convicto monárquico!!

Outra pose. A comparar com esta aqui.

22.11.11

Nairoto em festa - a tribo em peso
A fotografia foi-me enviada pelo Lelo e a legenda é da sua autoria.
É pena que a qualidade não seja excelente, o que não permite reconhecer todos os personagens.
Mesmo assim, no canto inferior esquerdo, sentados no degrau, o Turita fazendo continência e a Teresa Russo Ferreira; atrás, Tia Aninhas, Belita e Fernanda; em frente à coluna, o Tio Teixeira; depois, a minha Mãe, o meu Pai, o Tio Rocha e a Tia Mariana.
Não identifico as duas crianças de chapéu de palha de abas largas.
A seguir, a Tia Irene, Tia Conceição (?), uma Senhora que não reconheço.
O jovem (Beto? Lelo?) também está indistinto.
Por fim, atrás, no lado direito da foto, o Tio Ramalho.
Alguém tem uma versão mais nítida desta fotografia?

Apontamentos sobre as origens históricas de Montepuez (4)



Em 1905 foi pela primeira vez cobrado o imposto de palhota no Concelho do Medo, com sede em Mualia. Havia no posto de Mualia 50 soldados. Em 20 de Setembro de 1908, a sede do concelho do Medo foi tranferida para a serra Nachila (!) [está assim no documento que consultei]. Deve ter sido só em 1910 que a região do Medo foi efectivamente ocupada, na altura em que era chefe do concelho um tal de nome Tavares(!), que os locais apelidaram de «kharamo» (leão), por causa das suas manhas e barbaridades cometidas.

Em Junho de 1911 foi estabelecido um posto no Mole (Nanthepo, Nantato). Em Outubro de 1912 foi submetido o grande Mataca (Ajaua),* após o que foi considerada ocupada toda a região do Niassa (Companhia do Niassa). Em 1913 fala há referências à existência de um posto em M´loco (Meloco). Neste ano foi ainda instalado um posto em Namuno em substituição do posto de Mole, que foi extinto. Das terras do Mole tinham fugido muitos indígenas, em consequência dos maus tratamentos infligidos pelo chefe de posto. Em 1913 e 1914, a sede do Concelho do Medo estava ainda em Mualia.

Em 31 de Março de 1916, a sede do Concelho passou para Namuno. A sede do Concelho do Medo volta a ser transferida em Dezembro de 1916, desta vez para Montepuez. É a primeira vez que aparece o nome de Montepuez como povoação importante (sede de Concelho) na região. Em 1917, é mencionado pela primeira vez o posto de Balama. Na mesma informação diz-se que  o posto de Mualia está vago. É assinalada, em 1921, a presença do comerciante indiano, Selemane Ali, como tendo aberto loja em Namuno, na povoação de Chacame. Em Fevereiro de 1926 são criadas povoações comerciais em Namuno e Balama.


*Nota minha - O poder real do Mataca manteve-se ao longo dos tempos e a disposição anti-portuguesa dos Ajauas de que ele era o principal potentado também.
Como uma grande parte deles aderiu à FRELIMO, a Administração Portuguesa tentou, através da captura do grande régulo, inverter a situação. Mas, de facto, enquanto o Mataca esteve detido, houve um acentuado recrudescer das actividades "subversivas" dos Ajauas da influência que ele exercia sobre os elementos daquela etnia.
O Mataca viria a ser resgatado pela FRELIMO, numa operação comandada pelo próprio Samora Machel [ver Francisco Miguel Garcia in "Análise Global de uma Guerra (Moçambique 1964-1974) - Out / 2001]

21.11.11

Teixeira & Ramalho

Fotografias cedidas pelo meu primo Lelo Rocha

Nos anos 60, quando o meu Pai tomou conta da loja Teixeira & Ramalho, por razões que referi aqui, decidiu que uma designação mais apelativa e condizente com a importância do estabelecimento.
Nasceu, assim, o CENTRO COMERCIAL DE MONTEPUEZ, nome que, orgulhosamente, ornamentou, durante bastante tempo, a fachada do velho edifício. 
Já disse que o meu Pai era um pouco visionário e inovador. Esse espírito, contudo, nem sempre era acompanhado de um sentido dos negócios grandemente apurado e alguns empreendimentos acabaram por não ser tão grandiosos como os sonhos que lhes davam origem.
Mas o Teixeira & Ramalho, com esse nome ou sem ele, perdurou até à sua morte. 

1000!




O blog atingiu as 1000 visitas.
Em termos absolutos não é muito. O blog tem 7 meses (os primeiros posts datam de 6 de Maio) e, portanto, a média de diária de visitas é muito baixa. No fim do primeiro mês, só tinha havido 34 acessos.
No entanto, em Setembro verificou-se um salto enorme e, em Outubro, o número de visitas tinha crescido para 387.
Actualmente, a média diário oscila entre 17 e 30 (ontem, domingo, foram 45).
Note-se que falo de VISITAS e não de VISITANTES; isso porque há visitantes “fiéis” que acedem ao blog quase todos os dias ou mesmo todos os dias, há os esporádicos que vêm de vez em quando e há os que, por alguma razão, “descobrem” o blog (normalmente através do Google ou de outro motor de busca) e não voltam.
Seja como for, a natureza intimista e familiar deste espaço limita, forçosamente, o número de interessados.
A localização dos visitantes (ou “audiência”, na terminologia do Blogger) também é interessante: a grande maioria está em Portugal – o que seria de esperar – e eleva-se a mais de seiscentos. Seguem-se Alemanha e Moçambique, ambos os países com 107; Estados Unidos (70), Rússia  (55), Brasil (24) e Canadá (17). Depois, os países em que os visitantes são, evidentemente, daqueles que “não voltam”: Reino Unido (4), Singapura (3) e Austrália (2).
Àqueles que são mais assíduos, gostaria de fazer alguns pedidos/sugestões:
primeiro, que se inscrevam como “seguidores”, clicando no botão “Join this site” e seguindo os passos indicados;
segundo, que façam comentários, enviem mensagens ou sugestões (para os “neófitos”, basta clicar em “comentários” – que aparece logo abaixo de cada post ); o comentário pode ser anónimo…;
o terceiro pedido, é que contribuam, por e-mail ou através dos comentários, com recordações, informações, fotografias ou, apenas, dando o vosso contacto, se estiverem interessados.
Voltarei ao assunto quando atingirmos os 2000.

19.11.11

Primos



Eis-me, enquadrado pelos primos mais crescidos; à esquerda, o Zé Maria Teixeira - o mais velho - já com a pose e o estilo "jamesdeaneano" que viria a adoptar alguns anos mais tarde; à direita, o Júlio Ramalho, actualmente em São Paulo; atrás, de pé, o Joaquim Russo Ferreira.




A fotografia foi tirada no court de tenis do Clube, o Glorioso Clube Atlético de Momtepuez, de que o Júlio e o Joaquim viriam a ser estrelas.

Apontamentos sobre as origens históricas de Montepuez (3)




As referências à região do Medo remontam a, pelo menos, meados do século XIX, quando em 1857 se anuncia que alguns dos principais régulos Medo prestaram vassalagem. Um dos grandes régulos da região, se não o principal, era já nesta altura o Mualia. Em 1893 reinava no Medo o régulo Mualia Anamiri. Sabe-se que em 1888 tinha falecido o régulo Mualia Midala, a quem sucedeu o Mualia Nicolo. Em 1878 dizia-se que a maioria dos produtos que se exportavam pela alfândega do Ibo provinham do Medo.

Em 27 de Outubro de 1894, o norte de Moçambique (os actuais Niassa e cabo Delgado) passa a ser administrado pela majestática Companhia do Niassa, cujo contrato será dado por terminado em 1929, retomando o Estado português a administração do território[2]. Em 1896 já existia um posto militar português no Mualia, de que era chefe um tal José da Silva Correia.

Em Maio de 1899, foi criado o Concelho do Medo, estabelecendo-se a sua sede nas terras do régulo Mueri, junto à serra de Nanripo. Em Julho do mesmo ano, foi reconfirmado o posto militar nas terras do régulo Mualia, que aqui se mantinha ainda em Dezembro, apesar da constante oposição da população local, que por mais de uma vez o atacou. Em 28 de Junho de 1899 terá mesmo havido um violento ataque dos homens de Mualia ao posto. São ainda referidos ataques nos dias 25 de Julho e 17 de Agosto.

Um documento de arquivo refere que em Agosto de 1900, o posto de Mualia foi visitado por uma embaixada do régulo Mahua, que ali foi com o pretexto de “prestar vassalagem”. Dessa visita parece ter resultado um acordo para instalar um destacamento militar em Mahua, o que veio a acontecer em Fevereiro de 1901.

Em 1903 estava em construção uma estrada entre Mualia e Montepuez. Neste ano fala-se na submissão total do Mualia, mas na verdade, essa submissão consistia apenas no compromisso em não atacar as forças e postos portugueses. Há informações que dão conta de as forças do Mualia estarem equipadas com armas de fogo. Em Setembro e Outubro de 1903, o Mualia fez exercício de fogo com a sua gente, ouvindo-se tiros na povoação a pequena distância do posto militar português.

O régulo Mualia “havia tanto tempo rebelado”, é dado com definitivamente submetido em 1905. Uma informação dá conta de muitas mulheres e crianças terem sido apanhadas pelos soldados, encerradas em palhotas, que a seguir foram incendiadas. Essa terá sido a forma de submeter o régulo Mualia, que foi preso e deportado para local desconhecido, mas muito provavelmente para a Ilha do Ibo ou a Ilha de Moçambique.


[2]. O Governo Português concedeu, por arrendamento, à Companhia do Niassa os territórios a sul do Rovuma e a norte do Lúrio, correspondente à área onde hoje se situam as províncias de Cabo Delgado e Niassa [Decreto com força de lei de 26 de Novembro de 1891].


Nota minha: Falo aqui de como descobri a importância do Mualia, em cujas terras se situava a machamba do Natupile e que tinha, com o meu Pai, excelentes relações.


18.11.11

Carnavais V



Carnaval 1961-Foto de Celestino Gonçalves


Não tenho a certeza de reconhecer alguém da tribo (ou de fora dela) nestas fotos de Celestino Gonçalves.
Talvez, na foto de 1960, na primeira fila, vestido de criada-de-servir, o meu primo Fernando Almeida e na de 1961, fantasiado de mosqueteiro, o seu irmão Joca.
Ora, quer um quer outro usa fantasias que eu próprio vesti: o Fernando - se é que é ele - a da foto que publiquei aqui; o "mosqueteiro", executado por exigência minha, porque, na altura, era leitor viciado de romances de "capa-e-espada" e "devorava"  Dumas, Ponson du Terrail e Paul Favel, sonhava com D'Artagnan, Lagardère e Rocambole.
Outro aspecto curioso (ou nem tanto), é o facto de, com a excepção do "cipaio" do Turita, (e, talvez, da menina na primeira fila da foto de 1961 mas que parece mais hawaiana do que africana) as máscaras e fantasias são fruto de um imaginário europeu sem qualquer referência ao quotidiano das crianças. Isto para além da conspícua ausência de meninos negros.
Mas também que outra coisa seria de esperar de uma sociedade africana cujas escolas ensinavam diligentemente às crianças os nomes dos rios e as estações de caminho de ferro da "Metrópole", ignorando olimpicamente a geografia e a história da terra que as loiras cabecinhas habitavam?
Carnaval 1960-Foto de Celestino Gonçalves